No verão, entram em cena os famosos aliados no combate ao calor: praia, piscina, sorvete, bebidas extremamente geladas e o ar condicionado. Eles podem parecer uma ótima solução, mas é preciso ter cuidado, pois são a causa do grande índice de otites, amigdalites e rinites ambientais nessa época do ano.
“Entre os meses de dezembro e março, a maioria dos atendimentos aqui no consultório são por otites e amigdalites. Isso é comum devido à maior exposição que temos à água e a alimentos muito gelados nessa época”, explicou a otorrinolaringologista Elisama Baisch, da Clínica Maurício Baisch.
O contato frequente com a água, seja na praia, na piscina, ou até mesmo no banho – no verão, é comum que as pessoas tomem mais banhos por dia para se refrescar e se livrar da sensação do corpo suado – remove a cera que reveste e protege o ouvido, facilitando a entrada de micro-organismos como bactérias e fungos. “Uma alternativa para quem tem pré-disposição a otites é utilizar tampões de silicone no ouvido sempre que entrarem na água”, recomendou Elisama, salientado que essa tendência pode ser percebida pelo histórico do paciente.
As amígdalas, localizadas entre a boca, o nariz e a garganta, são grandes vítimas dos gelados ingeridos nessa época, assim como do ar condicionado. Esses dois fatores provocam uma mudança brusca de temperatura, causando um choque térmico. De acordo com Elisama, “o ideal é ingerir bebidas frescas, não muito geladas e, ao ligar o ar condicionado, buscar uma temperatura agradável, mas não extremamente fria, que além de amigdalites, também pode causar rinites ambientais”. Outra recomendação importante para este período é a lavagem nasal. Com o calor, o corpo acaba usando mais líquidos para resfriar e condensar o ar. Isso resseca a via nasal, que precisa ser umidificada.



