Nesta terça-feira (7), integrantes do grupo de gestão das academias de Petrópolis vão se reunir com representantes do governo municipal para discutir a possível reabertura das academias na cidade. A expectativa dos empresários do setor é que, após a reunião, uma data oficial seja anunciada pelo governo, uma vez que no plano de flexibilização do comércio e serviços anunciado pela prefeitura em maio não há data de retorno definida para academias e outras atividades.
Inseridas dentro da chamada linha laranja do plano de flexibilização, as academias aguardam há mais de 40 dias a confirmação de uma data oficial para reabrirem. “Realizamos uma série de investimentos de prevenção para que nosso retorno seja seguro e o mais higiênico possível. Então, além de estarmos há quase quatro meses fechados, onde não tivemos faturamento nesse período, estamos investindo o que não temos para poder reabrir”, afirmam os empresários.
Outro fator que tem preocupado os donos dos estabelecimentos é a perda de alunos. “Hoje nossa arrecadação caiu em 70%, o que pode comprometer a estrutura das academias, entre elas, a manutenção dos postos de trabalhos. Estamos lutando para honrar nossos compromissos, mas precisamos muito da ajuda do governo municipal”, frisam. Além disso, os gestores das academias ressaltam a importância da atividade física, principalmente, em um momento de pandemia, já que a prática regular de exercícios garante uma maior imunidade, qualidade de vida e bem estar. Tudo isso, é claro, alinhado às medidas de segurança de combate à covid-19.
Caso a reabertura aconteça, as academias terão que seguir uma série de normas e protocolos determinados pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF1), como o uso obrigatório de máscaras por todos os alunos, profissionais e colaboradores; restrição no horário de funcionamento; instalação de tapetes sanitizantes nas entradas; e aferição da temperatura corporal com termômetro digital à distância – caso a temperatura seja de 37,8°C ou mais, o aluno não poderá ingressar na academia.
De acordo com a prefeitura, para relaxar – de forma gradual – as medidas, o município acompanha diariamente a curva da doença na cidade e trabalha em conjunto com as forças de segurança e o judiciário para que a fiscalização seja ainda mais acirrada durante a flexibilização.
Segundo o boletim epidemiológico desta última segunda-feira (6), até o momento foram analisados 2549 casos na cidade. Deste total, 877 resultaram negativo, 1577 positivos e 95 estão em análise. Há 80 pacientes internados na cidade (42 em leitos clínicos e 38 em UTI), podendo ser casos positivos ou ainda em investigação esperando o resultado do teste. Até o momento são 109 óbitos e 536 pessoas recuperadas do coronavírus. Esse número se refere às pessoas que estiveram internadas nas unidades hospitalares da cidade ou que se mantiveram em isolamento domiciliar e que, hoje, não apresentam mais os principais sintomas da doença. Hoje o município contabiliza pelo SUS 39,29% dos leitos clínicos e 24,59% de UTI ocupados com pacientes infectados com a Covid-19.
Em junho, a Câmara havia aprovado uma iniciativa dos vereadores Hingo Hammes e Leandro Azevedo que permite que academias que atenderem as normas para enfrentamento da Covid-19 recebam das autoridades municipais um selo de segurança, certificando “Academia Segura”. O selo é uma validação do cumprimento das medidas de segurança determinadas pelo Conselho Regional de Educação Física, em consonância com os decretos municipais, dentro do plano para frear a disseminação do novo coronavírus. A ideia é que, com a autorização para reabertura, as academias retomem as atividades de forma organizada e orientada, limitando o número de alunos e garantindo o distanciamento entre os frequentadores.



