Cidade

Procon intensifica fiscalização em postos para conter aumentos no preço dos combustíveis em Petrópolis

O Procon de Petrópolis iniciou uma operação de fiscalização em postos de combustíveis com foco na verificação dos preços praticados nos últimos dias. A medida ocorre após registros de aumento, principalmente no diesel, além da manutenção da isenção de tributos federais em meio ao cenário internacional.

Há cerca de dez dias, o Procon atua na coleta de notas fiscais e no acompanhamento da evolução dos valores nas bombas. O objetivo é identificar possíveis antecipações de reajustes ou práticas fora dos parâmetros informados pelas distribuidoras.

O coordenador do Procon, Fafá Badia, explica que a análise considera documentos recentes para compreender o comportamento do mercado local. “Estamos coletando as notas fiscais para verificar se houve antecipação de reajuste e também analisando a situação de abastecimento nos postos”, afirmou.

Os dados levantados indicam variação média de aproximadamente 7% nos preços, com gasolina comum sendo encontrada na faixa de R$ 6,89 em diferentes estabelecimentos. A análise considera tanto os valores atuais quanto o histórico recente apresentado pelos revendedores.

A operação também inclui a verificação de eventual falta de combustíveis. Em dois postos, foi constatada ausência de gasolina comum, confirmada por medição manual realizada pelas equipes durante a vistoria.

Para Fafá Badia a situação observada nesses casos não aponta irregularidades diretas por parte dos estabelecimentos. “Constatamos que alguns postos estão desabastecidos, especialmente ode bandeira branca, mas não há indício de irregularidades, e sim dificuldade de compra junto às distribuidoras”, explicou o coordenador.

Postos vinculados a redes mantêm oferta regular de produtos, sem registro de interrupção no fornecimento. A diferença observada está relacionada ao modelo de abastecimento adotado por cada estabelecimento.

A apuração sobre possível desabastecimento nas distribuidoras não é de competência municipal. Casos dessa natureza são acompanhados por órgãos federais, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Polícia Federal.

As equipes seguem em campo e novas análises serão realizadas nos próximos dias. Caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis estarão sujeitos às medidas previstas na legislação vigente.

Impacto da guerra 

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro.

Uma das formas de retaliação do Irã é o ataque a países vizinhos produtores de petróleo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A tensão na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

No Brasil, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 no último sábado (14), mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pela desoneração (redução de tributos) efetuada pelo governo.

Mesmo diante das incertezas no cenário internacional, a Petrobras informa que “tem cumprido as entregas e oferecido às distribuidoras um fornecimento até mesmo acima do pactuado. Por isso, a estatal afirma que não há falta de combustíveis ou qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais.”

*Com informações da Agência Brasil

Botão Voltar ao topo
error: Favor não reproduzir o conteúdo do AeP sem autorização (contato@aconteceempetropolis.com.br).