A cirurgiã-dentista Renata Pardini, especialista em endodontia pela UNESP apresentou, nesta última terça-feira (29), aos vereadores o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), também conhecido como “Centrinho”, hospital localizado da cidade paulista de Bauru e que é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde no tratamento de pacientes com deficiência auditiva e também na reconstrução de lábios e palatos com fissuras.
No Brasil, a cada 650 crianças nascidas, uma nasce com problemas de formação nos lábios e no palato. O problema chamado de fissura labiopalatina pode ser causado por fatores ambientais e também hereditários e se forma entre a quinta e a décima segunda semana de gestação do bebê. Em média, uma pessoa com fissura labiopalatina precisa de sete cirurgias durante a vida, além do acompanhamento de dentistas, fonoaudiólogos e cirurgiões plásticos.
A Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (FUNCRAF), que administra o Centrinho, tem interesse em fundar uma subsede do projeto em Petrópolis, para atender especialmente pacientes dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
O objetivo em criar subsedes é evitar deslocamentos a Bauru, além de diminuir a demanda dos procedimentos ambulatoriais, tais como tratamentos de fonoaudiologia e fisioterapia no hospital, e aumentar a agilidade da sede na realização de cirurgias de maior complexidade. Já existem subsedes em São Bernardo do Campo e Itapetininga em São Paulo e também em Campo Grande no Mato Grosso do Sul.
Uma indicação legislativa, de autoria da vereadora Gilda Beatriz (PMDB), foi aprovada na mesma sessão e sugere que o Executivo Municipal encaminhe à Casa Legislativa um projeto de lei para estabelecer convênio com a FUNCRAF. Segundo a vereadora, “sonhos podem se tornar realidade e ter uma subsede do Centrinho em Petrópolis é um sonho e uma oportunidade única que a cidade não pode perder”.
“O Centrinho é um hospital que prioriza o tratamento humanitário. Com a abertura de uma subsede em Petrópolis, aumentamos a rotatividade do hospital em Bauru, diminuindo filas de esperas que podem chegar a até quatro anos”, comenta Renata.
Para a instalação da subsede, é necessário uma parceria com a prefeitura. O Executivo precisa ceder um espaço de, pelo menos, 400 metros quadrados para a instalação do ambulatório. Além disso, a prefeitura necessita intermediar o convênio da subsede com o SUS. Enquanto o credenciamento não é feito, o que demora de quatro a seis meses, a prefeitura ajudaria na manutenção dos custos.
Em contrapartida, a FUNCRAF contrata o pessoal, adquire e custeia os equipamentos e também se responsabiliza pela compra de material permanente. Amanhã, os representantes do Centrinho e da FUNCRAF terão reunião com o secretário de saúde do município para tratar da possível viabilização do convênio.



