Estudantes do 2º ano do Ensino Médio da Escola Firjan SESI Petrópolis estão na final da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). A equipe formada por Guilherme Bártholo, João Vítor Nunes e Vítor Carias e, pela professora orientadora Thaís Freitas do Carmo, vai disputar uma medalha na etapa final que acontece em 17 e 18 de agosto, na Unicamp, em Campinas (SP). Ao todo, 18,5 mil equipes foram inscritas e apenas 314 selecionadas, sendo somente quatro do Estado Rio.
A competição é direcionada a estudantes do 8º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de todo o Brasil. O objetivo é aprender a história do Brasil abordando temas a partir de documentos históricos, imagens, mapas, textos acadêmicos, pesquisas inéditas e debates historiográficos.
“A Olimpíada é um desafio original, onde o conhecimento prévio em história tradicional não é suficiente para a solução das provas. Os estudantes precisam reunir diversas habilidades e competências para investigar e encontrar as respostas corretas que estão inseridas nos materiais disponibilizados. Saber interpretar uma fonte histórica, refletir sobre o tema e ter análise crítica é mais importante neste desafio do que o conteúdo dos livros escolares”, explicou a professora Thaís Freitas do Carmo.
O tema do ano é “Os Excluídos da História”, uma perspectiva que engloba importantes personagens da construção do Brasil, mas que não tiveram o devido espaço nos livros de História do Brasil. Negros, índios, mulheres, imigrantes, loucos são características do perfil buscado pela banca avaliadora da Unicamp.
Para chegar até a final, os alunos foram aprovados em sete etapas: seis desafios online, com duração de uma semana cada, e uma presencial. Cada fase possui 11 questões mais uma tarefa a serem respondidas no prazo de uma semana.
A ONHB é uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. Com gosto por pesquisas, Vitor Carias acredita que este foi o estímulo certo para que a equipe fosse adiante na competição. “O time foi crescendo ao longo das etapas. Ficamos mais interessados conforme os desafios eram propostos e, isso, nos deu mais vontade seguir adiante”, pontuou.
Segundo o Guilherme Bártholo, o principal desafio enfrentado pela equipe até o momento foi a pesquisa histórica sobre Nair de Teffé (1886-1981), personagem de grande relevância, visto que foi a primeira mulher caricaturista do mundo, porém pouco lembrada pela história tradicional. “Fomos desafiados a ir a fundo num tema, num perfil. Foi preciso ir à biblioteca, revirar documentos históricos, recortes de jornais para entender o tamanho e a importância de Nair de Teffé, uma figura fora dos padrões, mulher à frente de seu tempo”, explicou.
A Olimpíada também mobiliza temas interdisciplinares (geografia, literatura, arqueologia, urbanismo, atualidades) e tem impacto positivo na leitura, compreensão e escrita dos estudantes participantes.
Na cerimônia serão distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze, de acordo com a pontuação das equipes. Os demais participantes recebem medalhas de honra ao mérito. Neste ano, medalhistas de ouro e prata poderão concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp. “É uma grande vitória estar entre 314 equipes de todo o país e somente quatro do Rio de Janeiro. Além da chance de uma medalha, a troca de experiências com jovens de outros estados e a possibilidade de enriquecer o aprendizado de história num projeto tão respeitado como este é o mais valioso”, completou Thaís.